Você ainda vai me amar pela manhã?
Se eu disser que gosto de assistir filmes de romance e desenhos animados? Se eu afirmar que assisto e repito um seriado e que choro toda vez que assisto Titanic e que sei decorado as músicas da Disney e as falas de Piratas do Caribe? Se eu falar que não sei amar, que tenho medo de voar, que me acomodo e me incomodo, que sou egoísta, teimosa e sentimental, que lembro e esqueço de tudo, que me apego fácil, que tenho idéias loucas, pensamentos absurdos?
Se eu confirmar, negar e duvidar tudo ao mesmo tempo? Que gosto de abraços e pular no pula - pula, que me sinto livre andando de bicicleta, que canto no banho e escuto música no último volume, que me silencio quando estou chateada e como chocolate quando estou triste? Que amo Romeu e Julieta por terem morrido juntos e se libertado desse mundo?
Se eu ousar fugir, sumir, desligar o celular, rasgar fotos e gritar, cantar bem alto e chorar feito uma criança? Se eu te sufocar com meu amor e te deixar desejar o meu coração?
Quando eu entrar em crise existencial, quando me sentir tão feliz que chegue a ser irritante? Quando minha timidez estiver no auge e quando eu desafinar no violão?
Se eu adotar teorias nada a ver, tiver momentos filosóficos de quem sou, se eu cuidar de milhões de animais e tiver descabelada? Se eu não quiser conversar, só ficar ali calada, se eu não quiser acordar e tiver de mau humor e doente? Se eu só fizer café o dia todo, ou comer doce o resto da vida?
Você vai enjoar de mim?
Se passar o dia ouvindo Avril Lavigne e me ouvir tagarelar e jogar os mesmos jogos e reclamar quando perder? Se me beijar e ver meu corpo e minha necessidade de você e ainda minha solidão e carência? Me ouvir falar dos poetas e de que a vida não presta?
Quando ver meu jeito de sentar, de falar e de andar? Quando discutir comigo, quando se deparar com meu orgulho?
Você vai fugir de mim?
Quando descobrir meus medos, minhas manias? Notar minha distância e minha dúvida? Me ver conversando sozinha, pulando na cama, dançando na cozinha, inventando diálogos na frente do espelho, imitando a voz da Ivete? Ou até mesmo quando eu salgar a comida? Quando me ver correr da barata e tiver um pesadelo, ou não conseguir tomar um copo d’água de madrugada com medo do escuro e quando ver minha cara de nojo e me observar interagir com a televisão? Quando bater de frente com minha sinceridade? Quando começar a entender que nem sempre o que eu digo é o que eu queria dizer? Que sempre vou precisar de um empurrãozinho? Quando notar a minha síndrome da perna inquieta? E minha mania de rabiscar o caderno quando falo no celular, que a proposito odeio? Quando começar a perceber e a me entender?
Você vai lutar por mim quando eu desistir? Ao menos chegou até aqui?
-TTzinha-


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