02 dezembro 2012

            Estou em uma sala branca, vazia, encostada na parede.

Estou rodeada de portas, basta escolher uma.
Quem dera fosse só escolher.
Há muito em jogo.
Amor, felicidade, dinheiro, família e principalmente satisfação.
Não ouço nada.
Sinto apenas a pressão exercida sobre mim com as horas se perdendo.
Que porta abrir?
Como saber que você chegou ao ápice? Se é que se dá para chegar lá.
Quem não quer ser útil, se estabilizar, amar, sentir, pulsar, deixar que esse vazio seja completado?
Mas não acaba apenas por abrir a porta, porque pelo caminho sempre aparecerão novas salas e novas trancas a serem abertas.
Existe a porta errada?
Experiências... Quantas experiências teremos na vida? E como ela pode dar tanto medo e ao mesmo tempo tanta coragem?
É realmente intrigante.

Experimentar a vida... Já parou para sentir o vento, quando ele bate em seu rosto, esfria seu corpo, te arrepia, te sussurra aos ouvidos? 
Ele tem muito a contar, esse mesmo vento teve grandes experiências em outros lugares, em outros séculos.
Já parou para observar as pessoas? Muitas vezes elas parecem até mais perdidas que você, mas de alguma forma estão tentando. Muitas com vários tipos de feridas, com essas marcas podemos compreendê-las melhor.
Feridas no coração, feridas na pele, tatuagens do tempo, marcas de derrotas, expressão de persistência.
Já parou para ouvir o som do mar e imaginar quantas criaturinhas ali moram?
Já parou para refletir uma boa música? Se identificar com ela e repeti-la várias vezes?
Muitas vezes pela correria, não paramos para nos ouvir, para ouvir o mundo, vê além do que se pode alcançar.
Permita-se.
O problema é ousar e conseguir, saber como permitir a vida adentrar e ter coragem para seguir.
-TTzinha-

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